Elden: Path of the Forgotten

Escrito por

Gonçalo "Melgacius" Carvalho

Data de publicação

20 Julho 2020 15:00

Tópicos

Quando apareceu este jogo no nosso email fiquei imediatamente apaixonado pela arte e pelo que me parecia ser o gameplay. Fui rápido demais a julgar o livro pela capa, na realidade Elden: Path of the Forgotten não me entusiasmou nem um pouco.

Encaixo este jogo nos rogue e souls like. Combate muito simples, bate e desvia. Com checkpoints generosos nunca perdes muito do teu progresso cada vez que morres. Para mim com um pixel art muito bonito, capaz de forma minimalista reproduzir o ambiente que pretende recriar.

Depois começam os problemas. O melhor que consigo comparar este jogo é a tentar falar com alguém num país estrangeiro quando ninguém fala a nossa língua, nem nós falamos a língua deles. Eu entendo o conceito, mas na prática nem sei bem o que aconteceu durante o jogo, nem me vou por a tentar por a adivinhar, vou só escrever o que vem no Steam, algo que nem tinha compreendido bem durante o jogo. Jogamos para tentar salvar a nossa mãe de horrores antigos. Sou sincero, durante o jogo nem tinha percebido que aquela senhora era a mãe do personagem.

Este conceito persiste ao longo do jogo. Cada vez que entramos em nova área o seu nome aparece escrito de forma a que não consigamos ler, qualquer outra informação também. Há alguns pictogramas que funcionam como guias, que variam entre úteis a apenas perceptíveis no final do jogo. Por vezes a música e o ambiente são mais que suficientes para contar uma história. Ori, com as devidas distâncias e diferenças, é um excelente caso disso, mas aqui isso não acontece. O ambiente não é mais que uma sucessão de ambientes genéricos como uma floresta, um deserto, uma área gelada…

O próprio combate nem sempre resulta, fruto das movimentações meio esféricas dos inimigos, que múltiplas vezes os deixam presos no cenário. O próprio combate não me parece totalmente satisfatório, dado que por vezes ficamos com a sensação que devíamos ter atingido o adversário, mas isso não acontece.

Algo que também é importante mencionar é que não consegues mudar as teclas. Gosto de jogar estes jogos com teclado, mas a configuração de teclas tornou isso impossível para os meus dedos. Tive de ir buscar o comando. Mesmo com o comando gostaria de ter a opção de mudar as teclas, mas já se torna perfeitamente simples jogar dessa forma, é apenas picuinhice.

Muito, mas mesmo muito importante mencionar é que não tens qualquer penalização por não lutares, ou qualquer incentivo a lutar. Apenas num sector era imperioso lutar com os inimigos, isto não considerando os bosses, pois apenas desbloqueávamos a passagem ao próximo sector após isso, porque após ter percebido que não perdia nada em fugir, passei a ignorar os adversários com os quais não queria lutar. Não ganho qualquer experiência, dinheiro ou pontos por lutar, sou mais rápido que a maioria dos inimigos, os inimigos esquecem-me praticamente a seguir a sair do seu raio de acção. Siga para bingo! Este será provavelmente o pior ponto do desenho do jogo. Um jogo de luta que nos incentiva a não lutar. Não faz muito sentido.

É um jogo bastante curto. Quem lê os meus textos sabe que não tenho muita habilidade, mas mesmo assim demorei pouco mais de duas horas e meia a concluir o jogo. Por vezes esse facto é bem vindo. Prolongar uma experiência para encher chouriços estragou muito bom jogo, mas nem é o caso aqui dado que nem percebemos a história para começar, limitamo-nos a atravessar os níveis de forma sequencial sem saber o que cada um deles significa. Podiam perfeitamente ter adicionado mais uns níveis, mais uns adversários e dar mais um tempinho à experiência.

Este jogo é mais um daqueles que tem tudo para funcionar bem com os críticos, só que desta vez há muitos pontos negativos que identifiquei. Um jogo de luta em que não precisava de lutar, não ter percebido a história, os adversários ficarem presos múltiplas vezes no cenário…

Em consciência não posso recomendar o jogo. Talvez por não ser uma pessoa muito erudita, talvez porque na realidade precise de mais algum trabalho.

  • Lançamento: 9 de Julho de 2020
  • Plataformas: PC/Nintendo Switch
  • Desenvolvedor: Onerat Pty Ltd
  • Editora: Another Indie
  • Nota Pessoal: 5.5/10
  • Cópia para análise gentilmente cedida por Another Indie
  • Jogo analisado na versão para PC

Lançamentos

 

A Total War Saga: TROY
13 Ago 2020
PC
CREATIVE ASSEMBLY
EA Sports UFC 4
14 Ago 2020
Xbox One/PS4
EA Vancouver
Microsoft Flight Simulator
18 Ago 2020
PC
Asobo Studio

Guias

Ver todas

TOP Reviews

Ver todas