Heroes of Hammerwatch - Ultimate Edition

Escrito por

João "JLCfreitas" Freitas

Data de publicação

17 Dezembro 2020 11:30

Tópicos

Quando me dizem que viram um trailer de um jogo RPG Rogue-like que vai sair este ano, questiono-me qual será a diferença comparando à inundação de títulos do mesmo género que temos vindo a ter estes últimos anos, é de notar que eu tenho gostado imenso da maioria e de como se distinguem uns dos outros.

Heroes of Hammerwatch dá início com a escolha de uma personagem, com um leque relativamente grande por onde optar: Warrior, Ranger, Sorcerer, Priest e Witch Hunter. Cada personagem é única e o estilo de gameplay difere dependendo da vossa escolha.

A aventura começa na cidade de Outlook, onde somos encarregados de limpar umas dungeons até ao topo para completar a missão. Se perecerem penso que já têm uma ideia do que sucede: -significa progresso completamente perdido, contudo os upgrades que fazem à personagem permanece, daí existir uma maior chance de completar a missão a cada vez que morrem, no entanto todo o mapa é reestruturado para nunca existir uma sequência igual.

O estilo de combate é bastante fácil de interiorizar, apesar das personagens serem todas diferentes com habilidades diferentes, domina-se facilmente e aplicamos esse estilo de jogo à personagem.

Não fiquem muito contentes por terem uma vasta variedade de armas e ataques, o inimigo também as tem. A frase perfeita para isto é “esperar o inesperado”, se planearem sobreviver às batalhas mais importantes tenham em conta que irão estar em desvantagem numérica na maioria do tempo.

Estas dungeons são criadas aleatoriamente, todos os inimigos, armadilhas, materiais, etc são reorganizados para o jogador não se sentir cansado, num estado de monotonia, e na realidade é exatamente essa a razão de gostar tanto desde género. Também como os outros títulos rogue-like, a única forma de sair destas dungeons é conclui-la ou morrer tentando.

Como disse em cima, na ocorrência de uma morte, perdemos progresso e tudo o que estamos a carregar. Existem formas de contornar a perda dos itens, literalmente qualquer um. Mas tudo tem um custo e há que saber ter pensamento critico e fazer o debate entre salvar um item para a próxima tentativa perdendo uma percentagem do seu valor ou guardar até ao fim e ficar com um item com o valor completo. Irá sempre existir aquele elemento de risco/ recompensa que cria um conflito mental e são essas decisões que determinarão se a tentativa valeu a pena e se houve bom progresso.

Apesar do conceito simplista, há sistemas e mecânicas que não são explicadas ao jogador, algum tipo de tutorial ou algo como uma mensagem com uma pequena explicação de algum serviço na cidade num canto do ecrã seria benéfico. Coisas simples de como ir recolher materiais quando usamos o NPC para os guardar.

Um ponto menos bom será o investimento dos recursos que recolhemos para melhorar a cidade que cria novos edifícios que por sua vez oferece serviços diferentes como comprar e melhorar equipamento, melhorar a personagem e ter aquele sentimento de progresso. Mas é aí que se cria um ciclo, e é nesse período que não nos presenteia algo de diferente, na realidade não há customização, só existe essa sensação. Não critico no mau sentido do gameplay que é bastante engraçado de se jogar, mas o que rodeia essa experiência no sentido em que é apenas mais uma dungeon e não teremos algo diferente para fazer.

Esta edição contém dois pacotes de conteúdo DLC que trás mais uma campanha, mais áreas para explorar e mais bosses para derrotar.

Uma adição de Modo Mercenário que é desbloqueado por ter todas as personagens a nível 20, que nos dá uma personagem bastante forte recheada de ouro. E mais uma vez, tudo tem um custo, se essa personagem morrer, já não é possível reviver para fazer outra tentativa tornando assim uma abordagem mais desafiante comparando ao o que o jogo base. Se quisermos continuar com as nossas personagens também existe o comum New Game+ que aumenta a dificuldade da nova aventura.

Em suma, Heroes of Hammerwatch acomoda os jogadores da velha-guarda pelo seu estilo mais retro em Pixel Art, mas também convida os que menos conhecem o género e, apesar dos pequenos pormenores menos favoráveis, continua a ser um título fantástico para jogar sozinho ou em co-op com centenas de horas de conteúdo pela frente. Vai ser adicionado à lista de recomendações.

  • Lançamento: 29 Julho de 2020
  • Plataformas: PC/XboxOne/ PS4
  • Desenvolvedor: CrackShell
  • Editora: BlitWorks
  • Nota Pessoal: 7.5/10
  • Jogo analisado com uma chave gentilmente cedida por BlitWorks
  • Analisado na versão para PS4

Lançamentos

 

NieR Replicant ver.1.22474487139
23 Abr 2021
PC/Xbox/PS
Toylogic Inc.
New Pokémon Snap
30 Abr 2021
Nintendo Switch
Bandai Namco
Resident Evil Village
07 Mai 2021
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