Pumpkin Jack

Escrito por

Rafael "Gripe" Pereira

Data de publicação

03 Novembro 2020 12:30

Tópicos

Este é daqueles jogos com os seus altos e baixos, mas se nos afastarmos o suficiente, parece ser só uma linha horizontal. É verdade, Pumpkin Jack nada tem de realmente bom, assim como nada de realmente mau, apenas algumas coisas estranhas que tenho vindo a tentar desvendar, adotando um olhar sobre este jogo de que "é direcionado para crianças".

Tudo começa porque havia paz e sossego, sim, paz e sossego, algo que deixou o Diabo aborrecido. Como tal, este lança uma maldição para o mundo dos vivos que faz com que apareçam monstros, terminando assim os tempos calmos. As pessoas, cansadas desta nova vida turbulenta, decidem chamar o seu campeão para os proteger, o Wizard, que é visualmente muito semelhante a Veigar de League of Legends, que por si, é bastante parecido a um black mage da série Final Fantasy. Em resposta, o Diabo chama também um campeão, Stingy Jack, propõe-lhe um acordo. Jack termina o Wizard e em troca o Diabo perdoa todos os seus delitos. Prende a sua alma a uma abórora e envia-o para o mundo dos vivos.

Chegado ao mundo dos vivos, Jack está desprovido de qualquer utensílio. Rapidamente encontra um corvo que se junta a ele na sua demanda. Este corvo permite ao jogador lançar um ataque de longo alcance, útil tanto para atacar inimigos como para destruír objetos fora do alcance de Jack. Pouco mais à frente encontramos a nossa primeira arma. Estamos finalmente prontos para encarar a missão entregue. 

O combate do jogo e as suas mecânicas são simples e com pouca profundidade, acessível a qualquer um. Existe um combo sempre com a mesma tecla, e um ataque depois de saltar...acabam aqui as acções ofensivas que podemos executar. Porém encontrei algo familiar que me deixou um pouco confuso. A animação da acção de esquivar tem iframes (frames de invulnerabilidade), algo que normalmente está associado a ataques guiados por parte dos inimigos e a timing por parte dos jogadores. Pumpkin Jack não tem nenhum dos dois, pelo que este enriquecimento defensivo, acaba por ser uma vantagem oferecida ao jogador e não um requirimento. 

O jogo está dividido por níveis, e os níveis divididos em secções. Ao fim de uns poucos níveis, o loop torna-se evidente. Podemos dizer que existem duas grandes metades que acabam por se repetir. Começa com secções de plataformas misturadas com combate, passa para um de dois minijogos que por si têm um minijogo que vai rodando. Um envolve estar em constante movimento para a frente associado a mais uma ou outra mecânica, por exemplo estar dentro de uma vagoneta e temos de equilibrá-la nas curvas ou saltar por cima de obstáculos, ou montar um cavalo fantasma onde simplesmente temos de usar o analógico para nos desviarmos dos vários objetos que vão aparecendo no ecrã. No outro minijogo jogamos com a abóbora, a cabeça de Jack, com raízes como pernas. Este envolve muitos jogos/brinquedos infantis como Simon Says ou o jogo dos pares. 

Após encontrar o segundo minijogo sabemos que chegámos a meio do nível. Espera-nos uma repetição da sequência existente na primeira metade seguida de um boss. Os próprios bosses não trazem nada de novo à mesa. Relembram-me os bosses dos jogos Super Mario em 3D, mas com uma qualidade bem pior e falta de vontade de fazer algo único...satifaz.

Somos sempre presenteados com uma arma nova. Acabei por usar uma arma por nível, assim experimento todas. Foi-me difícil perceber o porquê de estar sempre a ser presenteado com uma nova arma sendo que mal tinha explorado o potêncial da anterior. Lá está, não existe potêncial algum. Notei que cada arma nova é ligeiramente mais forte que a anterior, pelo que na minha ideia acaba por ser para usar uma arma em cada nível, mas sem confirmações do que se passa no lado de quem pensou o jogo, Nicolas Meyssonnier. Coloquei-me então nesse lugar e pensei: "Se este jogo é realmente indicado para os mais novos, o quê que realmente me excitava quando era mais novo?". A verdade é que eram armas novas, não me interessava se eram boas ou más, até porque não tinha discernimento para tal, só precisavam de ser estilosas. Será que foi esta a ideia que acentou na mesa durante o desenvolvimento? De qualquer das maneiras, esta secção também não tem profundidade alguma.

Foi no visual que este jogo brilhou um pouco. Não nos gráficos mas no estilo. "Terror" em desenho animado, "terror" não assustador para miúdos com muitos tons de verde muito claro e fluorescente, laranja e azul escuro. Acaba por ser um pormenor subjectivo, dado que falo nele puramente por gosto, ao contrário não existe nada de relevante para falar sendo que a qualidade gráfica mantém-se no que é standard nos dias de hoje dentro deste estilo.

No final não consigo não ter a ideia de que Pumpkin Jack é um jogo direcionado aos mais novos, tanto a história, o humor infantil, o gameplay simples, rotineiro, mas ao mesmo tempo em constante mudança. Não consigo aconselhá-lo abertamente a toda a gente, mas é possívelmente um bom presente para quem tem crianças. Devo apenas alertar que o jogo é curto e não tem replay value, os míudos vão pedir um novo rapidamente.

  • Lançamento: 23 de Outubro de 2020
  • Plataformas: PS4/Nintendo Switch/PC/Switch
  • Desenvolvedor: Nicolas Meyssonnier 
  • Editora: Headup
  • Nota Pessoal: 6.5/10
  • Jogo analisado na sua versão para PC

Lançamentos

 

PositronX
29 Nov 2020
PC
Scorpius Games
Immortals Fenyx Rising
03 Dez 2020
PC/Xbox One/Nintendo Switch/PS4/Stadia
Ubisoft Quebec
Puyo Puyo Tetris 2
08 Dez 2020
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