Review - Fortnite

Escrito por

Rafael "Gripe" Pereira

Data de publicação

18 Dezembro 2017 12:34

Tópicos

Foi em 2011 que este jogo foi apresentado pela primeira vez e desde então tem feito fãs ou deixado um bichinho de curiosidade em alguns de nós. Está agora disponível em Early Access e deixa a forte esperança que algures em 2018 fique free-to-play, tal como foi prometido.

São imensas as influências que podemos encontrar ou mesmo semelhanças a outros jogos, como Orcs Must Die, Call of Duty Zombies, Minecraft e alguns mais.

O mundo de Fortnite é apocalíptico, dominado pelas invasões dos Husk.

Estes Husks são monstros, que já foram humanos, e vestem a sua pele de humano como se fosse uma camisola com capuz.  São muito semelhantes aos banais zombies.

Assim, as missões consistem em lutar contra a invasão e sobreviver. Tirando uma ou duas exceções, andam sempre a volta de procurar no mapa o local para defender, construir uma fortaleza, e aniquilar os Husk que tentam sabotar os planos dos humanos que restam no planeta. As restantes missões baseiam-se em no resgate de sobreviventes, aniquilar campos de Husks ou fazer mais construções, em que não será necessário ficar por perto para as defender.

Construir apenas por construir pode ser bastante divertido. O sistema de construção é simples, quase que instintivo, porém pode requerer algum tempo de exploração para ganhar conhecimento de todas as peças possíveis de construir e o melhor uso para lhes dar.

As peças disponíveis para construção, o terreno e a imaginação são os limites que existem no jogo para construir uma fortaleza impenetrável e, possivelmente, artística. Simples ou exagerada, depende sempre da vontade de construir… E dos materiais que temos.

É preciso farmar para obter estes materiais. Existe muita construção e criação neste jogo, seja da base, armas, balas ou armadilhas, e será sempre preciso partir à descoberta pelo mapa, à procura destes materiais.

Para cumprir esta necessidade existe à nossa disponibilidade uma picareta. Com ela partimos árvores, pedras, carros, casas, basicamente tudo no cenário, salvo o próprio chão e algumas paredes subterrâneas.

A necessidade de farmar materiais é extrema e exagerada. Cria escassez sobretudo ao nível de balas. Pondo de parte a picareta, todos os itens têm de ser construídos e a sua duração nunca é muito longa: cedo irá ser necessário repetir a construção e usar mais materiais. Esvazia a vontade de voltar a partir o cenário à procura de recursos antes de poder voltar à matança.

Visto que se esperam muitos updates, pode ser que a escassez se torne abundância, mas sempre com preferência por um equilíbrio.

Os inimigos já possuem uma variedade alta para o tempo que o jogo tem. Cerca de 10 tipos de monstros, sendo que alguns deles não são Husk. Existe um nível acima, os chamados Mist Monsters, que são maiores, mais intimidantes e sem sombra de dúvida mais perigosos em todos os aspetos.

Husk ou Mist Monster, a sua inteligência artificial é fraca. A força dos monstros parte do número. Não deixar acumular inimigos é o melhor caminho para a vitória.

Sendo este jogo um jogo CO-OP, por sua vez bastante repetitivo, é melhor quando jogado com amigos. A comunicação e distribuição de tarefas reduz o esforço, transformando-o em diversão.

Existem 4 classes, cada uma delas com subclasses, de maneira a que o jogador possa decidir qual o estilo de jogo a que melhor se adapta. Isto origina também a mais valia de se poder criar uma estratégia elaborada ao nível de classes, jogando em CO-OP.

Apesar de representar um mundo apocalíptico, o seu estilo cartoon e humor cómico anulam por completo o desespero que deveria de existir num jogo que se trata de lutar pela sobrevivência da raça humana.

È um jogo divertido e requer um pouco mais de paciência e conhecimento do que realmente habilidade para jogar.

Recentemente no dia 12 de Setembro, foi adicionado ao jogo um modo PvP, Foi uma surpresa! Ninguém estava à espera. Nada foi anunciado.

Os servers encheram rapidamente.

O modo de jogo é Battle Royale estilo Playerunknown's Battlegrounds.

è extremamente intenso. FIquei a tremer ao fim de uns jogos. Ao tempo que isto não me acontecia.

O estilo de jogo de Fortnite mantém-se. Podemos construir abrigo e continua disponível a picareta para partir elementos do mapa.

As habilidades ficam fora deste modo de jogo e todos jogam como Soldier. Pelo menos por agora.

O modo Squads ainda não se encontra disponível mas já foi anunciado.

Os equipamentos que já desbloqueamos ficam apenas para o modo PvE, tal como todo o ambiente da história. Não se mata nem um Husk.

Conhecendo a novidade e o empenho prometido para o jogo, espero testemunhar a ascensão gloriosa que o título pode vir a ter e assim testemunhar o título tornar-se um poço de bons momentos, para imensos jogadores à volta do mundo, tal como espero ver mais variedade.

O Early Access do jogo no presente ano de 2017 tem dado que falar. Será que o seu lançamento como um jogo free-to-play em 2018 fará a diferença ou será mais um jogo cheio de promessas não cumpridas e desilusões, que enfrenta um eventual final?

Data de Lançamento:: 25 de julho de 2017 (Early Access)

Plataforma:PlayStation 4, Microsoft Windows, Xbox One, Mac OS Classic

Género: Survival, Fps, Action Builder

Desenvolvedor: Epic Games ,People Can Fly

Editora:  Epic Games

Nota Pessoal: 8