Sackboy: A Big adventure

Escrito por

João "JLCfreitas" Freitas

Data de publicação

02 Dezembro 2020 13:01

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Numa era onde o mercado dos jogos de plataforma está inundado de novidades com abordagens bastante distintas entre si, SackBoy: A Big Adventure pode acabar por perder-se entre esses títulos, talvez seja essa a razão de ser um título de lançamento da PS5.

Nos últimos 5 anos, o género plataformas tomou proporções que nunca imaginei, desde side-scrollers como Dead Cells e Ori and The Blind Forest, até aos 2.5D e 3D com mecânicas fantásticas que nunca tinham aparecido na indústria, um dos mais recentes sendo Crash Bandicoot 4. É um mercado perfeito para quem está interessado em experimentar um leque variado de jogos de deste género.

Sackboy dá início no mundo de Craftworld, que foi invadido por uma entidade maligna que captura toda a espécie Sackfolk e planeia tornar aquele mundo rico em imaginação e sonhos em algo caótico de pesadelos e que força a população a criar uma máquina do mal.

Só com esta introdução é sabido que não irá existir uma narrativa de ficar de queixo caído, não há nada de inovador num enredo de salvar o mundo do bicho papão como este. E na realidade, não há absolutamente nenhuma história antecedente que venha suportar as intenções do vilão Vex. Simplesmente apareceu e decidiu que queria causar problemas à Sackfolk e forçá-los a criar algo para destruir outros mundos. Gostaria de ter mais informação sobre este vilão, porque até é interessante ver a sua performance, mas a inexistência de enredo no jogo é compensada com gameplay.

Vamos já tirar do caminho e dizer que não é um jogo igual a LittleBigPlanet, de todo, e ainda bem, temos antes um fantástico plataformer em 3D com elementos e mecânicas da franchise com um visual tonificado e um departamento de som de se tirar o chapéu.

LittleBigPlanet sempre foi conhecido por ter aquelas cores vibrantes e cenários muito imaginativos e esse nível é ultrapassado com muitas mais mecânicas aliciantes, com níveis a ter a sua própria maneira de jogar ao fornecer ferramentas exclusivas ao jogador para utilizar ao longo da sequência. Imaginem um parque de diversões onde tudo parece divertido e temos muita vontade de experimentar, começando com os níveis a introduzir mecânicas simples, progredindo moderadamente para destinos mais desafiantes.

Gostava de dizer algo mais concreto sobre as músicas que estão presentes neste título , mas isso seria estragar a vossa experiência por completo, deixo apenas  a nota que estão no sítio certo à hora certa, um envolvimento completo entre o jogador e o jogo, é uma vontade de começar a dançar enquanto acelerámos pelo nível fora a saltar e deslizar nas plataformas, com figuras a saltar no plano de fundo como se nos tivessem a apoiar.

Adicionando à música fantástica é o voice acting, personagens bastante vivas com personalidade, NPCs que vamos conhecendo ao longo da jornada e que nunca esquecemos a sua performance energética.


Enquanto Sackboy nem chega perto da dificuldade de Crash Bandicoot 4, não esperem para completar todos os níveis com todos os colecionáveis na primeira tentativa, aliás, pontos são retirados a cada recomeço de nível, portanto convém  ter a cabeça no sítio quando estão a tentar passar um puzzle para ir buscar colecionáveis, apesar de não serem complicados, requerem algum trabalho e risco.

Há um fator de incentivo ao jogador para concluir o nível a 100%, existem prémios na forma de fatos completos ou pequenas partes que vão para um scrapbook para mais tarde poder comprar com a moeda de jogo, são pequenas adições engraçadas para usar no nosso protagonista. 

O modo co-op é uma boa opção para jogarem com a família, especialmente com os mais novos que normalmente adoram cores bastante fortes, e vestir as personagens com fatos engraçados é sempre motivo de metê-los com um sorriso na cara. O modo online irá ser inserido numa data posterior.

Embora seja certo que Sackboy não irá ganhar nenhum prémio de melhor título de lançamento da PS5, irá ser algo que recomendo para se jogar com a família e passar um bom tempo com todos os elementos que tem para oferecer.

Obviamente que existem plataformers muito mais difíceis de se jogar, mas não temos nenhum que tenha a consistência e abertura que Sackboy possui nem os níveis que são guiados pela música (que podiam ser bem mais), acabando sendo um título bastante competitivo nesta última fornada de jogos de plataformas.

  • Lançamento: 12 de Novembro de 2020
  • Plataformas: PS4/PS5
  • Desenvolvedor: Sumo Digital
  • Editora: Sony Interactive Entertainment
  • Nota Pessoal: 7,5/10
  • Cópia para análise gentilmente cedida por Playstation Portugal
  • Analisado na versão para PS4

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