2019 Dec 30 / 11:47

Jogos do ano: escolhas da nossa equipa.

Entre surpresas e decepções 2019 foi um ano muito interessante para os jogadores. Foi importante para a Hyped trabalhar de forma consistente e cada vez mais metódica na cobertura dos jogos que apareciam, alguns mesmo vindos do nada. Foi o ano em que a secção esteve mais activa com mais jogos e mais variedade de géneros cobertos por toda a equipa. Esperamos manter o ritmo para o próximo ano.

Considerando que temos muito por onde escolher, resolvemos juntar-nos e falar sobre os jogos do ano que passaram pelo portal. As escolhas não foram surpresas. Eu e o JLCfreitas escolhemos exactamente os mesmos jogos, já o gripe declara o seu amor incondicional a um jogo.

Começo mesmo pelo gripe que teve um ano em grande, cheio de grandes jogos que adora jogar. Destacou alguns como Devil May Cry 5, Kingdom Hearts 3, Astral Chain que lhe ficaram na memória, mas para ele Sekiro: Shadows Die Twice, foi sem dúvida o jogo do ano, mesmo se não tivesse sido premiado. Foi, sem dúvida, o jogo que mais gostou de analisar, até porque apesar de ser fã, nunca tinha feito uma análise a um jogo de Hidetaka Miyazaki. Deu para que percebesse o que faltava nos clones de Dark Souls, aquela alma negra que existe nesses jogos de Miyazaki, as pontas soltas na história, enfim, foi-lhe difícil de pôr em palavras esse sentimento de desconhecido com um pouco de medo à mistura. Para ele o ponto alto destes jogos não é o gameplay, mas o sentimento que vamos tendo à medida que vamos jogando, para ele é sempre um tanto ou quanto intenso, fica sempre ligeiramente nervoso e adora isso.

Dessa forma, não será surpreendente dizer que foi também o jogo que mais gostou de jogar este ano, tanto que após ser premiado ainda voltou a ir jogar o jogo, bateu-o, desintalo-o, e no dia seguinte teve vontade de o jogar mais uma vez...até lhe passou pela cabeça fazer speedruns do jogo que é algo que nunca fez.... e acabou mesmo por se meter nessa vida.

Já para o JLCfreitas The Outer Worlds será garantidamente um dos seus favoritos que analisámos. E gostou ainda mais ao saber que foi uma carta de amor a todos os fãs de Fallout que já pediam algo decente há demasiado tempo, e que a Bethesda nunca conseguiu entregar nas duas últimas 2 iterações, foi aqui que a Obsidian meteu o ultimo prego no caixão e enterrou a Bethesda por completo. Como já mencionei escolhi o mesmo jogo, mas não sendo fã hardcore de Fallout não tive esse sentimento. The Outer Worlds é um jogo à minha medida, com uma história muito contida, imenso replay value e decisões que são mesmo decisões e não uma ilusão que no fim leva exactamente ao mesmo resultado. Eu e o gripe tomámos muitas decisões similares durante o jogo, para resultados finais completamente diferentes. Genial!

Para jogo do ano também concordámos em Resident Evil 2. Para o JLCfreitas, sendo fã fanático de tudo o que seja terror, já estava há demasiados anos sem ter absolutamente nada de jeito para jogar dentro deste género, e a Capcom conseguiu entregar algo completamente novo e manteu toda a história intacta com o mesmo espírito de terror que o original sempre teve, algo para relembrar e aconselhar a todos os amantes de terror. Para mim a Capcom estabeleceu com Resident Evil 2 um novo padrão para o que deve ser um remake, com um jogo completamente novo mantendo os ideais do original. Claro que nada disto seria importante se o jogo não fosse bom, mas é um jogo fantástico.

Para jogo Indie o gripe teve alguma dificuldade em escolher pois são raros os jogos que lhe chamam a atenção. Não joga muitos, mas Katana Zero foi aquele jogo com uma história fenomenal que em poucas horas nos transmite imensos sentimentos e questões de peso. O gameplay, para ele, foi imensamente divertido, apesar de achar piada à possibilidade de abrandar o tempo, raramente a usou. Assim que se apercebeu que podia fazer as secções de luta, e até bosses sem utilizar esse poder, começou a fazê-lo, dava-lhe outra adrenalina e o desafio acabava por ser outro. Esse método também acabou por lhe extender um pouco o tempo de jogo.

Mais uma vez eu e o JLCfreitas concordámos na nossa escolha. Para ele melhor jogo Indie será Children of Morta. Embora ultimamente tenham aparecido demasiados “Rogue-like” indies, este conseguiu ser diferente da maioria, uma boa surpresa no último quadrimestre do ano, o mercado indie a surpreender cada vez mais. Para mim o jogo apareceu numa altura boa, também ajudou, apareceu vindo do nada. Tem uma quantidade grande de mecânicas que nos obrigam a explorar todas as possibilidades do jogo, para além duma narrativa de qualidade superlativa, que nos leva a envolver com esta familia, a preocupar-nos com o desenlace da história e a jogarmos cada vez mais, até porque não é estritamente necessário estarmos sempre a ganhar para a história avançar. Surpreende-me como este jogo foi tão pouco mencionado durante o ano.

E assim encerramos o ano na nossa secção. Esperamos mantermo-nos bastante activos e trazer-vos o que há de novo no mundo dos videojogos.

Por parte da Hyped os votos dum excelente 2020!