2017 Dec 04 / 22:33

Review: Wolfenstein II: The New Colossus

 

 

 

Mantendo-se fiél à franquia, Wolfenstein II: The New Colossus acabou por oferecer um comentário social mais forte e oportuno do que qualquer outro jogo deste ano. E porque a desenvolvedora MachineGames fez isso? Para disparar em nazis, é claro!

A história de Wolfenstein II ocorre mesmo depois do jogo anterior acabar, tal como a sinopse diz: “Depois do assassinato do General Nazi Deathshead”.

Resgatado e tratado com muitas cirurgias, a nossa personagem principal Blazkowicz, acorda depois de um coma de 5 meses, ainda estando numa cadeira de rodas quando soldados nazis invadiram o local onde a resistência se encontrava. A partir daí, a nossa personagem só fica mais louca e cheia de vontade de matar.

 

 

 

 

Wolfenstein II usa o mesmo motor de jogo que o DOOM, que saíu a 13 de Maio de 2016, da mesma editora (Bethesda), portanto era de esperar uma performance incrível com melhorias, apesar das criticas sobre os problemas da portabilidade para o PC. Pessoalmente, não tive experiências anormais de jogabilidade absolutamente nenhumas.

O jogo entrega um enredo cheio de reviravoltas e momentos ridículos que nos farão pensar se realmente vimos o que acabou de acontecer, aumentando constantemente a dificuldade de interpretar as coisas que julgaríamos ser improvável, ou totalmente inacreditável. Apesar do escárnio, também existe um balanço sobre temas mais sérios, como o racismo, homofobia e abuso infantil, os níveis de crueldade que se limitam ao obsceno, mas ainda conseguem ser muito realistas. Na maior parte, estes temas são tratados de forma muito subentendida, abordando a natureza desses horrores e o impacto nas pessoas.

Esta jornada leva os jogadores numa viagem às instalações subterrâneas nazis, numa Nova York irradiada que lembra muito ao universo de Fallout, um grupo de negros e outras pessoas locais fazem parecer Nova Orleãs totalmente assente na terra. Cada localidade é bastante degradante e triste, como é de esperar de numa nação forçada a submeter-se, contudo, as ruas estão cheias de vida e a exploração será algo a ter em conta.

A ação é maravilhosamente violenta e o gameplay é satisfatório. Todas as armas têm suas próprias características e são poderosas nas situações certas. A seleção das armas perfura os inimigos como manteiga, lasers incineram corpos, takedowns desmembram soldados inocentes, jorram sangue e vísceras pelo ar.

Uma das razões de o gameplay ser apenas satisfatório é que a mecânica de segurar duas armas ao mesmo tempo não é muito intuitiva e existe apenas um botão para usar o scroll de armas e mudá-las. Nesse intervalo de tempo, em que estamos a tentar mudar de arma, é altamente provável que estejamos à beira de morrer ou até já mortos. Portanto o melhor a fazer é tentar prever o que vai acontecer e mudar de armas antes de entrar em combate.

Wolfenstein II dá-nos a oportunidade de voltar a áreas anteriormente visitadas em missões para assassinar alguém, que podem ser desbloqueadas pela recolha de códigos de oficiais Nazis mortos. Estes permitem desbloquear aprimoramentos adicionais que estavam ligadas às escolhas feitas durante a campanha, bem como localizar outros itens colecionáveis perdidos (que só ficam disponíveis quando voltamos segunda vez a uma dessas áreas). Falando de itens colecionáveis, Wolfenstein está a abarrotar deles: ouro nazista, cartões, brinquedos, etc.

Existem 50 achievements para completar em Wolfenstein II que abrangem todos os aspetos do jogo. Paralela à história principal e achievements relacionados à dificuldade em que se joga, há um punhado de missões secundárias que são bastante interessantes para aqueles que querem testar as suas capacidades. Com tantos desafios diferentes, o mais difícil será com certeza “Mein Leben”, que consiste em completar a campanha sem morrer uma única vez, isto porque não existe a possibilidade de salvar o progresso, por isso isto estará na minha lista pessoal para completar num futuro próximo!

Concluíndo, Wolfenstein II:The New Colossus é um excelente jogo de tiro, com um comum enrendo cheio de reviravoltas e um elenco de personagens credíveis, cada um com as suas próprias motivações. A ação é extremamente violenta, como todos os fãs esperavam da MachineGames. Embora os problemas de performance e visuais relatados tenham afetado alguns jogadores, não deixa de ser uma experiência cheia de momentos inesquecíveis com uma história para não esquecer.

  • Lançamento: 27 Outubro 2017
  • Plataformas: PC/PS4/XBoxOne
  • Desenvolvedor: MachineGames
  • Editora: Bethesda Softworks
  • Nota Pessoal: 7.5/10

João "JLCfreitas" Freitas


Técnico de Redes e Sistemas, amante de jogos de terror e fanboy da Blizzard. Achievement Hunter de noite. Speedrunner de dia.