2018 Mar 21 / 21:00

Preview - Dauntless

Aqui o menino é uma florzinha tão grande que foge dos jogos difíceis a sete pés, mas toda a gente me começou a falar deste e o facto de ser gratuito aguçou-me a curiosidade. Vamos já à vaca fria, todos dizem que é uma cópia do Monster Hunter. É mesmo?

Dauntless é um jogo de acção em terceira pessoa focado no combate corpo a corpo com o objectivo de caçar monstros. Humm, já soa familiar. É jogado permanentemente online, com opção de jogar em modo cooperativo sempre presente.

Nós representamos o papel dum dos assassino que têm como missão proteger os colonizadores dos Behemoth (monstros gigantes)... e é isto que sei da história. Ainda estou num nível muito baixo, ok? A história parece pouco desenvolvida, mas o jogo ainda está em Beta, pelo que não podemos pedir tudo. Com gráficos estilizados com aspecto mais comparável a banda desenhada o jogo desempenha bem a sua função, e não decepciona. É fácil perceber o que é cenário do que é item para apanhar. Não gostei tanto das inúmeras paredes invisíveis nas cidades, algo que já é mais raro ver nos jogos recentes. A trilha sonora é simplista, mas todo os efeitos sonoros são claros e adequados, algo surpreendentes até num jogo que será gratuito. Ainda há algum lag na cidade, que torna o convívio com os outros jogadores algo frustrante.

De forma resumida o que temos para fazer é ir matando os monstros mais fracos para podermos recolher materiais e moeda para evoluirmos as nossas armas e armadura, facilitando assim as lutas com monstros mais fortes. Eu tive de repetir algumas lutas, pois acabava por ficar preso num monstro mais forte, fosse pela minha falta de destreza, fosse pelo limite de tempo (30 minutos por monstro impreterivelmente).

Os monstros são justos nas suas acções, com padrões de movimento e ataque claros, distintos e diversos, que podemos decorar se mantivermos a atenção e concentração, algo que para mim não é fácil durante tanto tempo. Temos ataques distintos que podemos usar e podemos aprender alguns combos com a nossa evolução, todos os ataques têm de ser conjugados com a nossa resistência, que também serve para nos desviarmos dos ataques dos monstros. Há 5 armas diferentes e cada uma providencia um estilo de luta claramente distinto. Após alguns testes com todas elas acabas por perceber qual o estilo de luta que se adapta mais a nós. As minhas armas favoritas eram as lâminas presas a correntes, que me permitiam guardar alguma distância dos monstros, o que facilitava um pouco a correcção dos erros, por troca com um dano menor.

É fácil entrar no jingle da luta, o que custa mesmo é manter a concentração o tempo todo, no entanto podem entrar na mesma party outros 3 jogadores, algo que facilita imenso a lide do monstro. Isto torna tudo mais divertido, mas tal como costumo dizer, jogar em gupo é quase sempre divertido, não importa o jogo. Contudo isto aborrece passadas umas horas, pois as ilhas são sempre iguais, os montros vão sendo similares entre si, mesmo as versões mais evoluídas têm traços que dão para associar às anteriores, isso num jogo que é tão focado no combate, deixar o jogador aborrecido ao combater não soa muito bem

Ainda podes fazer guilds para juntares os teus amigos e lutarem juntos, ou entrar noutras já existentes.

Então, o jogo é assim tão bom? Infelizmente não. Torna-se até aborrecido após algumas horas. Devo ter jogado algumas 10 horas e já sinto o cansaço. Certamente vou andar a entrar e sair dele, fazer umas lutas de vez em quando, voltar a sair. Mesmo para um jogo casual, nunca esperem passar menos de 30 minutos nele, pois é o tempo de cada luta. Esta luta é repetitiva, e é neste momento a maior pecha do jogo, que me deixou algum desconsolo, pois tem imensa coisa boa, mas parece que fica sempre a faltar algo para termos a experiência completa.

 

  • Plataformas: PC
  • Desenvolvedor: Phoenix Labs
  • Editora: Phoenix Labs