2018 Mar 28 / 12:00

Review: NORTH

NORTH (norte), pode ser confundindo com o ponto cardeal no qual baseamos a maior parte das nossas direções, neste caso é a interpretação interessante sobre a narrativa de uma pessoa e a sua viagem para uma cidade no norte, onde as coisas não tomaram proporções drásticas. Feito numa abordagem em primeira pessoa e bastante minimalista com visuais pouco comuns, praticamente nunca entendemos o que estamos a fazer nem o porque, até mesmo no fim.

Vou já deixar aqui que NORTH é um walking simulator, com puzzles simples para desbloquear o próximo segmento. Assim que o jogo começa, recebemos um aviso que vamos começar uma curta experiência de uma hora, que é para ser jogado de uma vez, não existem menus nem saves e claramente não podemos retomar num outro momento posterior, a não ser que estejam a jogar numa consola e usem o modo de suspensão.
 

A personagem principal, que não sabemos o nome, explora as áreas disponíveis nesta cidade metropolitana, testemunhando diversas coisas acontecendo à sua volta, mas continuará em silêncio. O único texto que veremos neste jogo serão as cartas que ele escreve para a sua irmã ao longo do jogo. As cartas são extremamente importantes! São a única fonte de conhecimento, narrativa e dicas que obtemos, e precisamos delas para poder progredir, portanto é melhor dar uma boa leitura porque só as lemos uma única vez. Regra geral, se estivermos presos em alguma sequência, provavelmente temos que ir ao correio e enviar uma carta e teremos a resposta que procuramos. Gostei bastante desta decisão por parte do desenvolvedor, que é uma maneira inteligente de "falar" com o jogador, porque deixou muito claro que a personagem se sente bastante sozinha naquele mundo.

Primeira coisa que fiz ao ter controlo da personagem, foi entrar numa casa, dezenas de perguntas surgem subitamente: Mas o que é isto?! O que se passa aqui?! Não irei dar spoilers de nada, apenas digo que todas as partes do jogo são totalmente únicas, diferentes e que devemos prestar atenção a cada detalhe. Iremos visitar uma igreja, o sítio onde trabalhamos, um posto médico e muito mais.

Interação com objetos pode ser um tanto dificil como estranho, não existe "mira" (ou crosshair em inglês), não será problema se estiverem a jogar no PC, já nas consolas como foi o meu caso, a experiência não foi lá muito agradável.

Quanto à apresentação do jogo, fiquei bastante impressionado com a introdução, mas infelizmente isso não representa a jogabilidade. As cores vivas são substituídas por uma área industrial em tons de cizento . Como um todo, tive aquele sentimento de irregularidade com o jogo, começamos com algo vívido e cores fortes, dá-nos esperanças para que seja um bom lançamento indie, para depois ter descolorações e deformidades minutos depois.

Da primeira vez que acabei o jogo, fiz em um pouco mais de uma hora, agora para poderem entender esta premissa inquietante aconselho vivamente a jogarem entre três a quatro vezes porque perdemos a mensagem da primeira vez em que o jogo nos tenta passar com as experiências que a personagem tem/teve com a vida ao tentar sair da cidade e ir para NORTH.

 

Esta review é baseada na cópia para PS4 fornecida pela Sometimes You

  • Lançamento: 6 Março 2018
  • Plataformas: PC/ PS4/ XboxOne/ Switch
  • Desenvolvedor: Outlands
  • Editora: Sometimes You
  • Nota Pessoal: 6.5/10

João "JLCfreitas" Freitas


Técnico de Redes e Sistemas, amante de jogos de terror e fanboy da Blizzard. Achievement Hunter de noite. Speedrunner de dia.