2018 Apr 28 / 16:00

Review - Gears of War 4

A minha ideia inicial era nem fazer a análise deste jogo para a Hyped, mas quando reparei que a maioria dos profissionais da análise o encheram de elogios, não consegui deixar passar. Gears of War 4 está longe de ser uma obra prima.

Gears of War 4 é um shooter em terceira pessoa onde continuas a usar o habitual sistema de cover na grande maioria das lutas. Desta vez esteve um novo produtor por detrás da história, o que torna tudo mais difícil, pois nem sempre é fácil apanhar o mesmo fio condutor das produções anteriores. O segredo foi não inventar muito. Passar para a nova geação de personagens, mantendo as anteriores com maior ou menor protagonismo. Isto foi mantendo o enredo seguro, mas muitas vezes a história entra num pântano de ligações mal explicadas de onde demora a sair, com momentos sem propósito aparente. No entanto também não atrapalha.

Graficamente adorei o jogo, que correu praticamente sem falhas no meu PC. Creio que foi mesmo por essa razão que gostei assim tanto, ter jogado no PC. Tanto detalhe em todo o lado, realmente não esperava. Especialmente as tempestades... bem, todos os fenómenos naturais estavam muito bem caracterizados quer graficamente, quer sonoramente.

Assim introduzo a qualidade sonora do jogo, que dada a qualidade da caracterização dos fenómenos metereológicos me pareceu excepcional. Não se torna tão impressionante no interior de edifícios, mas mesmo aí só consigo apontar falhas com muito má vontade.

Em termos de gameplay o modo de campanha foi 10 horas de cobertura, disparar, avançar, repetir. Totalmente em carris. É esta a pecha do jogo. É sempre igual. Estamos num loop interminável de fazer sempre o mesmo. Sim os adversários pressionam-nos mais, tentam flanquear-nos, mas não há qualquer momento onde tivesse a oportunidade de usar qualquer tipo de táctica, foi usar aquele corredor, ir em frente e pronto. Embrutece a alma.

Há momentos de cinemática em que nos mostram paisagens onde a Swarm (nome dado aos novos inimigos que evoluem dos Locust) é gigante, tanto inimigo que começamos a salivar por antecipação, apenas para chegar a esse local e reparar que está desprovido de inimigos, ou apresenta apenas uma quantidade ínfima do que tinhamos visto anteriormente. Fazendo algum e nenhum spoil, perto da batalha final vimos um canyon carregado de inimigos, apenas para chegarmos lá e todos terem desaparecido. Quanto desperdício...

Há partes em que podemos colocar barricadas e turrets para combater hordas, isso é bem fixe, mas depois a mecânica de combate é a mesma do costume.

Foram introduzidas novas armas, praticamente todas overpowered em cada situação, contudo é difícil encontrar munição para elas, o que faz com que tenhamos de fazer alguma gestão de inventário, mas dado que a Lancer chega para toda e qualquer situação e é relativamente simpels encontrar munição para essa... não preciso de dizer mais. Aproveitem os momentos de puro gozo que as novas armas vos irão proporcionar, valem bem a pena.

Há coleccionáveis para apanhar, mas admito que embora os tivesse procurado, nunca mais olhei para eles.

O modo multiplayer ainda é muito activo em quase todos os mapas, mas assim que descobri o modo de horda foi aí que passei o meu tempo. Simplesmente o mais divertido deste jogo, e só por si mais que suficiente para se jogar o jogo. Uma equipa de 4 a combater 50 hordas de Swarm diversa, com a possibilidade de construir barricadas, turrets e outros mecanismos para empatar e matar os inimigos é super recompensador. Nunca cheguei ao último nível. Acho que o melhor que consegui foi chegar ao 34, mesmo assim sempre com um sorriso. Este é para mim o replay value do jogo, pois na campanha não me voltam a apanhar!

Curto e grosso. Diverti-me? Sim. Para ser honesto o jogo tem essa capacidade de nos deixar a resmungar e a avançar como se fossemos o Mutley. Parece impossivel, mas enquanto resmungava queria sempre jogar mais um bocado, descobrir um bocado mais. Já deu para perceber que o jogo não me impressionou muito, mas agora que até está no Game Pass, vale bem a pena jogá-lo.

 

  • Lançamento: 11 de Outubro de 2016
  • Plataformas: PC/Xbox
  • Desenvolvedor: The Coalition
  • Editora: Microsoft Studios
  • Nota Pessoal: 6.5/10
  • Análise baseada na versão do jogo para PC