2018 May 05 / 16:00

Rise of the Tomb Raider - Review

Enquanto o JLC aquece para o Shadow of the Tomb Raider, eu fui experimentar Rise of the Tomb Raider Esperava mais deste jogo, mas duma forma geral foi uma boa experiência.

Rise of the Tomb Raider é um jogo de puzzles e plataformas com uma grande componente de aventura. Relata o início da vida de exploradora de Lara Croft e fala muito da influência que o seu pai teve na forma como encarou a vida e, de forma muito marcada, a forma como encara a sua missão neste jogo. Para ser sincero acho que essa vertente é demasiado explorada, levando a momentos de pura teimosia difícil de explicar e pouco verosímil, algo que deveria ter sido evitado.

Mesmo na Xbox One S o jogo tem gráficos deslumbrantes, com paisagens lindíssimas e efeitos de luz que seriam provavelmente os melhores à data de saída do jogo. É perceptível quando está mais frio, embora os efeitos na Lara sejam iguais quer esteja de casaco ou top. Os animais estão muito bem desenhados e apenas os adversários parecem todos similares. Os únicos locais onde se nota menos detalhe são nas sonas mais industriais e quando estamos debaixo de água, mas isto sou eu a ser picuinhas para efeito de análise. Tanto detalhe gráfico torna a resolução de puzzles ainda mais interessante, pois temos sempre novos detalhes de diferentes perspectivas.

A nível sonoro não deslumbra, mas não tem nada de errado. É um jogo competente, mas nada chamou a minha atenção duma forma a que eu realce aqui essa prestação.

Mecanicamente é um jogo muito similar ao anterior, afinando a sua fórmula. Começa com quantidades enjoativas de cinemática e quick time events, tanto que pensei em desistir nas primeiras horas, pois nem metade do jogo era efectivamente jogo. Felizmente fui continuando e percebi que esses momentos foram diminuindo para quantidades razoáveis. Não tão poucas quanto eu gostaria, mas mesmo assim para um nível que não estragava muito a forma como nos embrenhávamos no jogo.

O jogo é completamente linear, não há forma de contornar isso, mas de forma geral não há problema nenhum nisso, eu apenas esperava ter mais opções para aborda os puzzles que duma forma geral são fáceis e, mesmo com a mecânica de scan, se ficamos presos Lara começa a dar pistas subtis sobre o que fazer. Gostei da quantidade de diferentes ferramentas que vamos ganhando e nos ajudam a passar os puzzles. Sempre desenjoa, pois não estamos sempre a utilizar a mesma mecânica.

Este jogo apresenta muito mais momentos de combate, que não tem nada de memorável. Agora podemos ir construindo explosivos enquanto combatemos, e isso é engraçado. É fácil perceber quando essa construção vai ajudar, pois começamos a ver os itens necessários espalhados em abundância. Algumas secções são difíceis de ultrapassar, não tanto pela dificuldade dos inimigos, mas pela sua quantidade, e embora a maior parte das vezes a maneira mais fácil e prática de os ultrapassar fosse pela força, eu tentava usar um método furtivo sempre que possível.

A skill tree que temos vai tornando a Lara mais forte sem que os inimigos pareçam acompanhar a mesma progressão.

O jogo tem bastantes túmulos secundários para explorar, que nos fazem sentir como o Indiana Jones, e também outras missões secundárias que podemos aproveitar. Cada novo túmulo desbloqueia uma nova habilidade na skill tree, só é uma pena que o tesouro que depois a desbloqueia seja sempre igual, e não um diferente para cada túmulo.

Há imensos coleccionáveis espalhados, e adorei procurá-los, saber mais da história do passado. Estava sempre pronto para mais um desvio só para encontrar uma entrada num diário qualquer. Muito bem.

A parte final do jogo foi algo decepcionante, pois supostamente iriam enfrentar um exército imortal que estava a dizimar os nossos inimigos e esses adversários revelaram-se dos mais fáceis de enfrentar em todo o jogo. Não querendo entrar em grandes spoilers, também não gostei de como geriram a parte final do jogo tornando-a, para mim, decepcionante.

Em suma tive cerca de 15 horas de campanha muito entretidas. Acção muito previsível e completamente em carris, com animações de morte muito engraçadas, gráficos deslumbrantes e puzzles sólidos. No fundo é um jogo bastante aceitável, mas cujo potencial não foi tão bem explorado como poderia.

 

  • Lançamento: 13 de Novembro de 2015
  • Plataformas: PC/Xbox 360/Xbox One/PS4
  • Desenvolvedor: Crystal Dynamics
  • Editora: Square Enix
  • Nota Pessoal: 7/10
  • Análise baseada na versão do jogo para XBox One