2018 Oct 07 / 10:30

Review: Russian Subway Dogs

Análise feita à versão de PC

Este é sem sombra de dúvida um jogo do qual não me irei recordar, e se recordar não será com entusiasmo. Demasiado repetitivo, sendo apenas o fator comédia minimante interessante que me deixa a pensar se os acontecimentos que ocorrem nos metros russos estarão bem descritos, apesar da representação por vezes claramente exagerada.

Somos um cão a sobreviver nos tunéis do metro da Rússia, temos de roubar comida e ao mesmo tempo agradar gatinhos, o que eu acho algo pouco fora do comum.

O modo campanha está dividido por níveis. Usa um sistema de pontos. Cada nível tem um requirimento mínimo de pontos para as portas do último comboio abrirem, e um tempo limite que marca a chegada desse mesmo comboio. Caso não consigamos os pontos necessários antes da chegada do último comboio ficamos condenados a morrer à fome e a não conseguir passar o nível. Para obter pontos temos de ladrar nas costas dos cidadãos, que se assustam e atiram ao ar a comida que estão a comer , se apanhada enquanto que no ar a comida valerá o dobro dos pontos que vale se a apanharmos do chão. È preciso ter cuidado com os restantes cães que nos vão tentar roubar a comida, cada raça interage de maneira diferente, alguns só apanham a comida do chão, outros saltam. Alguns dos cidadãos largam garrafas de vodka, que ao caírem causam uma pequena explosão que se nos acertar dá dano, se acertar noutros cães remove-os do cenário e se acertar noutros cidadãos cozinha e múltiplica os pontos da comida que estes largam. Ao ladrar para a comida ou garrafas no ar impedi-mos que caiam, no caso específico das garrafas de vodka, aumenta o multiplicador de pontos por cada vez que impedimos a mesma garrafa de caír ao chão. Este multiplicador, é transferível para outra garrafa, para isso é preciso que a garrafa que tem o seu multiplicador aumentado caia de maneira a afetar um cidadão com uma garrafa de vodka, o que fará com que a garrafa largada pelo cidadão continue com o multiplicador da anterior.

Para desbloquear novos níveis o jogador terá de recolher ossos, estes obtêm-se com desafios bem sucedidos num nível igualmente bem sucedido. Cada nível conta com três destes desafios. Acabei a passar mais tempo a repetir níveis para recolher ossos do que a jogar novos. Ao passar os níveis vamos também desbloqueando novos cães, e até mesmo gatos para usar, alguns surgem de colaborações. Em nada muda o gameplay, é apenas uma skin.

Tem uma dificuldade pré-definida, que aumenta de nível para nível, seja através de um maior requirimento de pontos, mais fome o que faz com que percamos mais rapidamente, ou com a introdução de novos elementos, como outras raças de cães que como já sabemos interagem de maneiras diferentes com a comida, novos tipos de cidadãos, alguns que nos atacam com grande peixes, outros que largam power-ups  que nos deixam a cuspir fogo ou comida má para animais como chocolate, que nos deixa envenados, por exemplo.

Acabei por preferir o modo endless, que como o nome indica só acaba quando o jogador morrer, assim como um modo survival num jogo de luta. Apesar de começar sempre do zero não é necessário por horas no jogo para existerem situações caóticas com uma pitada de loucura, devido o aumento de dificuldade via tempo, cerca de três minutos é suficiente para começar a aparecer ursos, o número de outros cães aumentr excessivamente, entre outros . O jogador escolhe o cenário em que quer jogar, escolhe o personagem que quer usar, e passa então para tentar fazer a sua melhor pontuação. As pontuações são automáticamente guardadas num scoreboard online.

Gráficamente o jogo está feito em 8-Bit, com uma perspetiva frontal, sem profundidade. O cenário no fundo no nível vai mudando, mas ao final de cerca de quatro níveis começamos a ver fundos repetidos. O áudio, também este em 8-Bit, bem executado, deu-me logo uma sensação de música folclore russa apesar de nem todas se enquadrarem totalmente nessa categoria.

Na minha opinião é fraco. O progresso, implica muita repetição. Desapontou-me, esperei situações mais hilariantes a caír para o extremo ridículo, o que o jogo tenta mas não alcança. Senti que a falta de um modo multiplayer afeta imenso o jogo, poder jogar nem que fosse com mais um amigo tornava-o imensamente mais divertido. Na verdade a única coisa a que eu achei piada, foi a temática.

  • Lançamento: 2 de Agosto de 2018
  • Plataformas: PlayStation 4, Microsoft Windows, PlayStation Vita, Mac OS Classic
  • Desenvolvedor: Spooky Squid Games Inc.
  • Editora: Spooky Squid Games Inc.
  • Nota Pessoal: 2,5/10

 

 

Rafael "Gripe" Pereira


Fã de vídeo-jogos desde a infância. Prefere jogos de ação e RPG's e o seu amor pelos jogos aumenta quanto mais velho fica. Gosta de explorar o mundo dos jogos e partilhar as suas descobertas.