2018 Oct 04 / 16:39

Review: Breathedge

Embora tenha assumido a minha faceta de gamer há relativamente pouco tempo, o que sempre gostei de fazer foi procurar jogos desconhecidos para tentar no meio deles encontrar uma preciosidade que ninguém conhece. Breathedge é uma dessas preciosidades que faz com que eu sinta que fazer o que faço vale mesmo a pena.

Breathedge é um jogo survival em primeira pessoa que decorre no espaço. Tem uns pozinhos de walking simulador, mas nesse contexto está muito bem feito, porque acaba por ter sempre um bocadinho de acção latente, isto é, não podemos ficar a cheirar as rosas porque morremos… e rapidamente. A história é relativamente simples, o avô do nosso protagonista morreu e temos que lhe fazer o funeral, só que no espaço. O que é que sucede, a nossa nave despenha-se e somos o único sobrevivente. Bem, na verdade sobrevivemos nós e uma galinha imortal que vem sido a ser passada de geração em geração na nossa família. Esta galinha serve para executar algumas acções durante o jogo, e na minha opinião poderia ser ainda mais explorada, mas ainda vêm aí mais capítulos no jogo que podem aproveitar isso.


Graficamente muito competente, com aspecto constante de desenho animado. Cores vivas e distintas, tudo é perfeitamente perceptível e muito bem desenhado. É muito fácil perceber o que permite interacção do que não permite e houve tempo para incluir grande nível de detalhe. Não esqueço que este é um jogo em acesso antecipado, mas ao invés de deixarem um jogo muito pouco polido, criaram um capítulo completo e o que vai ser adicionado no futuro são novos capítulos.
A nível sonoro há por onde melhorar. Embora a música esteja muito bem escolhida e seja extremamente relaxante é sempre a mesma, o que faz com que se torne repetitiva muito rapidamente. Efeitos sonoros adequados e voice overs bem executados e extremamente engraçados completam o ramalhete.

E o que fazemos no jogo? Exploramos, batemos em coisas para obter outras coisas, coleccionamos, acumulamos, construímos novas ferramentas e fazemos upgrades ao nosso fato espacial. O jogo evolui à volta duma mecânica muito simples, saímos da nave para explorar mas como o oxigénio é limitado (e esgota rapidamente) temos frequentemente de voltar para atestar o tanque. Com os upgrades fazemos reservatórios maiores e um fato mais resistente à radiação, algo que nos permite respirar mais tempo e fazer viagens para mais longe sem morrermos quer por falta de ar, quer por radiação excessiva.
Tudo muito simples. Não há nenhum senão pelo meio, é mesmo só isto, mas como o jogo é tão divertido e a progressão flui de forma tão interessante nem damos conta do tempo a passar.
Pessoalmente acho que há duas formas de jogar o jogo. Podes fazer um speed run, e aí serás capaz de passar o capítulo em cerca de uma hora, ou podes jogar com calma, explorando tudo, encontrando todos os segredos, investigando todos os mistérios. Eu estava a jogar desta forma até que decidi que queria ver como acabava o capítulo. Ainda tenho duas ou três áreas para explorar e levo 4,5 horas de jogo.
Há aqui algum replay value? Se optares por jogar calmamente, explorando todos os cantos, investigando os mistérios, não. O nível é relativamente pequeno, e consegues ver todos os locais da tua nave.

E o jogo vale a pena? Vale sim senhor! Ok, não é o jogo do ano, mas é um jogo fantástico onde consigo apontar muito poucas falhas. Parece ter pouco conteúdo nesta fase, mas mais capítulos serão adicionados. Considerando isto até está a um preço simpático, que certamente irá aumentar no futuro. Não me arrependi nada de pedir a chave do jogo, já que é realmente um achado!

  • Lançamento: 13 de Setembro de 2018
  • Plataformas: PC
  • Desenvolvedor: RedRuins Softworks
  • Editora: RedRuins Softworks
  • Nota Pessoal: 8,5/10
  • Jogo para análise gentilmente cedido por RedRuins Softworks