2018 Oct 16 / 00:52

Eurogamer Portugal Fest. Os jogos feitos em Portugal.

Dias 13 e 14 de Outubro decorreu no Porto o Eurogamer Portugal Fest. A Hyped andou por lá e agora quer contar o que viu. Deixo a parte dos e-sports para o Moove, ele tem jeito, escreve bastante bem e fica divinal de fatinho. 

Quero falar da minha parte, os devs nacionais com quem estive no certame. Estou desiludido por apenas terem sido três a marcar presença, se bem que isso facilita a escrita deste artigo. 

Primeiro falei com a equipa do Headless Studio que apresentou o seu jogo Lucky Shot. Um twin-stick shooter em top down, dificuldade acima da média, velocidade entre o médio e o alto. Ainda numa fase precoce de desenvolvimento, mas com muito do esqueleto já de pé. Chamou-me também a atenção o facto de terem pronto um demo para ZX Spectrum, e admito já que estes gráficos em 8 bits ficam lá a matar. Melhor do que ser eu a falar sobre o jogo, vão ao site, sigam as indicações para download do demo e dêem uma espreitadela. E dado que tem um background meio velho oeste com robôs, acaba por ser um bom aquecimento para quem está à espera do Red Dead Redemption. É gratuito e divertido. Win-win

Em seguida falei com os devs da Hivolve, uma empresa que não trabalha directamente com jogos, mas sim com realidade virtual e realidade aumentada. Apresentaram a versão pré-alpha do jogo Elash, que me impressionou por ter sido programado em apenas um mês, e terem uma previsão de lançamento de jogo para Dezembro. Impressionante! Este jogo é em 3D, como tal era o mais concorrido dos três. A tecnologia de realidade virtual é cara e não está acessível a todos, pelo que muita gente quis experimentar e eu não fui excepção. Como seria de esperar o jogo é extremamente simples, e boa parte da diversão reside no facto de estar tudo a acontecer à nossa volta. Em resumo, e porque desta vez não há muito que possam ver sobre o jogo, o conceito que mais se aproxima para o descrever é como sendo um tower defense. Temos algumas opções diferentes de armas que vamos descobrindo e fazendo upgrades, cada uma com a sua mecânica de disparo, cada nível brinda-nos com uma wave de inimigos que tentarão destruir as nossas torres. Aqui começa a magia da realidade virtual, porque apontar e disparar contra os sacaninhas que aparecem mesmo à nossa frente se torna muito divertido. Os adversários podem vir pelo chão ou pelo ar e por vezes requerem que mudêmos de posição/torre para os conseguirmos ver. Tudo muito simples, tudo muito divertido. Podem saber mais sobre o jogo aqui e aqui

Por fim falei com os devs da Ground Control Studios, a única das empresas com o jogo disponível na plataforma Steam, contudo ainda em early access. Esse jogo é o Hyper Gods e podem encontrá-lo aqui

Hyper Gods é um twin stick shooter, ou se preferirem um top down shoot’em up que se joga no espaço, onde controlamos uma nave e matamos deuses, um daqueles jogos que muitas vezes caem na rotina de tentar emular jogos como Aero Fighters que proliferaram nos anos 90. Este tenta dar-lhe um twist com um sistema de lockon que muda completamente a perspectiva em que passas a ver o jogo, ao mesmo tempo que te coloca num movimento de drift que é o segredo de todo o jogo. Compreende e controla esse movimento e dominarás o que acontece à tua volta. Parece fácil, mas não se deixem enganar, pois não o é. Um cepo como eu vai ter alguns problemas, mas tiveram de me arrancar da cadeira para deixar outra pessoa jogar.  

Tirei a imagem do Steam, porque não consegui uma foto aceitável.

Como sempre, eu adoro conhecer e falar sobre estes projectos. Toda a gente conhece os jogos AAA, e embora eu goste de os jogar, não é o meu artigo sobre eles que vai fazer com que alguém conheça o jogo. A minha sugestão é que, se estiverem interessados, vão testando, conhecendo e sugerindo alterações, apanhando bugs, etc. Creio que toda a toda a ajuda será bem vinda. 

Para terminar, reafirmo que esperava mais devs nacionais no Porto. Uma cidade com tradição, dois cursos superiores na área, um certame com imensa gente... mas não posso obrigar ninguém a comparecer, agradeço sim a paciência e simpatia com que toda a gente me mostrou e explicou cada um dos jogos. 

Espero continuar a encontrar projectos como estes no futuro. Seria bom sinal.