2018 Dec 09 / 22:30

Intel Grand Slam - Recap

Há cerca de um ano e meio atrás, a ESL anunciou o Intel Grand Slam. Numa parceria com a Intel, uma marca famosa por fabricar processadores de computadores principalmente pessoais, a ESL anunciou que estariam 1 milhão de dólares em oferta para a primeira equipa que ganhasses quatro torneios num espaço de dez.

O prémio foi anunciado a meio do player break de junho do ano passado, 2017, com o ESL Cologne 2017 a ser o primeiro evento a contar para este prémio. A partir daqui, qualquer evento organizado pela ESL (ESL One, Finais da ESL Pro League e IEM) ou pela DreamHack (Masters) contaram para a contagem. Desde então e até hoje, às oitavas finais da ESL Pro League, 9 equipas ganharam pelo menos um destes títulos mas apenas duas venceram mais que dois.

MiBR

Os MiBR, na altura SK, foram quem abriu o marcador do Intel Grand Slam. Estrearam-se com uma vitória no ESL Cologne 2017, na altura ainda com um quinteto completamente brasileiro e com a troca de João "felps" Vasconcelos e Lincoln "fnx" Lau com os Immortals já feita. Teriam desde aqui até ao ESL One Cologne seguinte, de 2018, mas no caminho apenas conseguiram vencer as finais da sexta temporada da ESL Pro League, e mais nenhum título

G2

Os G2 fazem parte de um grupo de equipas que apenas ganhou um título a contar para o Intel Grand Slam, sendo este grupo a maioria. Venceram a DreamHack Masters Malmö 2017 mas ficaram-se por aí, visto que a partir daí se seguiam meses de dificuldades dentro e fora do servidor para equipa francesa.


(Foto: Adela Sznajder/DreamHack)

Ninjas in Pyjamas

O único título vencido pelos NiP foi ao negar o segundo título aos FaZe em solo americano. Defenderam o título do IEM Oakland, que já era seu desde o ano passado quando Oakland se tornou numa das paragens para o Intel Extreme Masters, e arrecadaram um ponto para o Intel Grand Slam, o único que viriam a adquirir na primeira temporada deste prémio.

Fnatic e North

Estas duas equipas estão agrupadas por dois motivos em particular - por todas terem vencido apenas uma vez e, quando o fizeram, foi a negar um ponto a uma das equipas que já tinha vencido antes deles. Enquanto os Fnatic levantaram o troféu do IEM Katowice 2018 em vez dos FaZe, os North venceram a DreamHack Masters Stockholm 2018.

Na'Vi e mousesports

Os Natus Vincere e os mousesports estão agrupados à semelhança dos Fnatic e os North: foram equipas que apenas venceram uma vez mas, neste caso, ganharam contra equipas que não chegaram a conseguir sequer começar a sua caminhada para o milhão em oferta pela ESL. Os Na'Vi triunfaram no ESL One Cologne 2018 contra os BIG e os mousesports no ESL One New York 2018 contra os Liquid.


(Foto: Adela Sznajder/DreamHack)

FaZe

Durante bastante tempo pareceu que os FaZe estavam destinados a vencer o Intel Grand Slam. Encontraram a sua primeira vitória no terceiro torneio do circuito, o ESL One New York 2017, mas depois descaíram um bocado e deixaram passar quatro torneios. Destes quatro torneios, acabaram em segundo em três - contra os NiP, SK e Fnatic, cronologicamente.

Não passaram dos quartos-de-final na DreamHack Masters Marseille 2018 mas venceram o IEM Sydney 2018, o torneio seguinte. Em Dallas, nas finais da sétima temporada da ESL Pro League voltaram a terminar nos quartos-de-final mas a seguir, no ESL One Belo Horizonte 2018, encontraram a sua última vitória no primeiro Intel Grand Slam

Astralis

O bicho, o "boss" final, as possíveis verdadeiras lendas do Counter-Strike: Global Offensive, os Astralis. Desde a altura da DreamHack Masters Marseille, a primeira vitória deles no Intel Grand Slam, que os Astralis têem sido uma equipa completamente assustadora. Dos últimos cinco torneios fora do Intel Grand Slam, os Astralis venceram três, ficaram em segundo num (DreamHack Masters Stockholm 2018 e em terceiro noutro (BLAST Pro Series Copenhagen 2018).

Depois da vitória em Marselha e da adição de Emil "Magisk" Reif começou um período de absoluto domínio do quinteto dinamarquês. Desde este evento que estão em primeiro nos rankings mundiais e, apesar de não terem vencido todos os torneios um atrás do outro, acho que muitos no mundo do CS:GO concordam que os Astralis são a melhor equipa do momento e uma, se não a, das melhores equipas até hoje na história do CS:GO.


(Foto: DreamHack)

Depois de adquirirem o título da DreamHack em França venceram as finais da ESL Pro League Season 7 e depois colocaram-se numa "pausa", não tendo vencido 4 torneios seguidos. Desses quatro, não foram ao ESL One Belo Horizonte e New York, participando apenas em dois.

Nesse período estiveram ocupados a fazer trabalho fácil do FACEIT Major 2018 e da BLAST Pro Series Istanbul. Entretanto, chegou o IEM Chicago 2018 e foi mais uma medalha relativamente fácil para os Astralis. Faltava-lhes uma vitória e a sua próxima chance seria as finais da ESL Pro League Season 8. Antes disso, fizeram uma rápida paragem por Arlington, no Texas, para vencer as finais da sexta temporada da ECS.

Finalmente e ao longo dos últimos dias decorreram as derradeiras finais da ESL Pro League, da oitava temporada. Não há muito a dizer, o que se tem passado enquanto os Astralis estão no servidor é uma obra de arte que se explica sozinha - durante este evento e nos 12 mapas que jogaram, deixaram passar dois mapas e 8 rondas de um BO1. Numas possíveis 360 rondas, perderam 40. E desses dois mapas perdidos, um deles foi hoje, na final, contra os Liquid, logo no início, no Train.

No entanto, a sua moral não foi derrubada. Com o momento dos eventos anteriores e a Sparrekassen Fyn Arena toda a gritar e puxar por eles, derrotaram os Liquid e venceram as finais da ESL Pro League Season 8. Terminam o evento com 250,000$ de primeiro lugar mais 1,000,000$ do Intel Grand Slam e ainda invencíveis no mapa Nuke, num streak de 27-0, que não foi jogado na final.


(Foto: DreamHack)

Team Liquid

Os Liquid não venceram nenhum dos títulos mas merecem uma menção honrosa. São uma equipa que se tem mantido como uma ameaça constante a vários títulos e foram a equipa que mais terminou em segundo lugar em eventos a contar para o Intel Grand Slam - cinco vezes. Em cinco ocasiões diferentes não lhes foi permitido o doce sabor da vitória e foram sempre incapazes de levantar o troféu. Esperamos que, com a segunda temporada do Intel Grand Slam e 2019 a chegar consigam revirar tudo isto.


 

Foto de capa: Helena Kristiansson/ESL

Diogo "Eutalyx" Santos


Puto prodígio dos esports. 15 anos e é explorado no newswriting há 1. Metaleiro non-stop e culpa o irmão por tudo isto.