2018 Dec 19 / 10:52

Review: 2084 (Early Access)

2084 é um jogo FPS/Horror, de momento com pouco conteúdo jogável, mas no entanto com possibilidade de vir a ser um jogo razoavelmente bom assim que totalmente terminado.

A história é apresentada em pequenas cutscenes entre níveis. Sobre esta, muito pouco percebemos. Sabemos que a nossa personagem está fechada numa sala e tem acesso a um dispositivo de realidade virtual que parece ter o intuito de simular uma possível catástrofe. É dentro dessa realidade virtual que jogamos. 

O gameplay é básico, sendo que o ponto mais forte do jogo é o ambiente. Os níveis são curtos, na sua maioria constituídos por corredores estreitos.  Vamos ouvindo gritos e é sinal de que vão surgir zombies na nossa direção. Para nos protegermos temos uma arma automática. Esta arma funciona a energia elétrica e tem como função secundária hackear dispositivos eletrónicos. Quando estamos no ato do hacking, o tempo à nossa volta abranda e surge um painel com direções. Para o hacking ser bem sucedido o jogador tem de pressionar as teclas correspondentes a cada uma da direções antes que o tempo termine. Para mim este foi o ponto mais interessante do gameplay. É com esta mecânica que recuperamos vida, desbloqueamos acesso a novas áreas para progredir no jogo e usamos elementos do mapa (por vezes até dos inimigos) para nossa vantagem no combate e sobretudo é assim que carregamos a arma para podermos continuar a disparar. Qualquer elemento que seja hacked carrega a nossa arma, sendo que alguns são específicos para esse propósito e como tal, carregam muito mais.No final do nível somos sempre presenteados com um boss. Se morrermos a lutar o boss, recomeçamos a luta do início, se morrermos no caminho até ao boss, recomeçamos o nível.

Durante os primeiros dois níveis assustei-me constantemente. Acabei por me habituar. Provavelmente os veteranos do horror, aquelas pessoas que já têm calo neste tipo de entretenimento não se iriam assustar sequer uma vez . O ambiente é escuro, sombrio, sinistro e acompanhado por um dark techno como música de fundo. Construído com o intuito de assustar o jogador e o deixar stressado. Os corredores estreitos ajudam imenso a criar o sentimento aterrador, e para ajudar, é sempre difícil saber se os zombies vêm pela frente ou por trás. Acredito que os corredores são os maiores influênciadores do terror presente no jogo, digo isto porque sempre que estava numa área aberta, o sentimendo de medo desvanecia.

Reparei que o jogo tem alguns problemas técnicos. Alguns zombies ficam presos a tentar passar as portas, acontece mais frequentemente se for um grupo de três. Os zombies simplesmente fazem spawn, e em sítios aleatórios perto do jogador, cheguei a tar a olhar para o canto de uma sala e puff, como por magia surgiu um zombie.

Para além da história existe o modo endless, que como o nome indica, o final é marcado pela morte do jogador, não tem um tempo limite ou outro objetivo senão o de sobreviver. Achei este modo um pouco fraco. Acontece numa área aberta e corta todo o sentimento que existe no modo história.

Admito que fiquei com pena de o modo história ser tão curto. Não é uma obra prima, mas também não é horrível. É um jogo aceitável, ligeiramente acima da média. 

  • Lançamento: 13 de Dezembro de 2018
  • Plataformas: PC
  • Desenvolvedor: Feardemic
  • Editora: Feardemic
  • Nota Pessoal: 6/10

Rafael "Gripe" Pereira


Fã de vídeo-jogos desde a infância. Prefere jogos de ação e RPG's e o seu amor pelos jogos aumenta quanto mais velho fica. Gosta de explorar o mundo dos jogos e partilhar as suas descobertas.