2019 Jan 27 / 15:44

Preview: Anthem

Esta Preview foi escrita com base no demo VIP pelo que algumas coisas podem ser diferentes do jogo completo.
 

Como diz um amigo meu, este hino foi cantado um pouco desafinado. Sim o jogo tem sem dúvida alguns problemas e é mesmo por aí que eu vou começar.

Vê-se claramente que este jogo está feito para jogar com mais pessoas, sobretudo, jogadores amigos que tornem a comunicação mais fácil. Digo isto pois experimentei jogar sozinho e achei pouco divertido. Experimentei jogar usando o matchmaking e sentia que tinha de ir obrigatóriamente atrás dos outros jogadores. Isto porque não existe um chat escrito e o chat de voz tem de ser ativado manualmente, o que o tornou de certa forma inútil. Juntando a esta questão o fato de que se algum jogador se distânciar muito e avançar na missão, recebemos um aviso e após 5 segundos somos transportados para perto desse jogador. A intenção é boa, mas para alguns concerteza que será algo que corta a experiência. 

O interface não é intuitivo. Por exemplo, para mudar as cores do meu javelin, foi preciso informarem-me de como o fazer. Juntaram duas opções numa só barra sendo que, grande parte da barra dava-nos a opção de mudar o material e só a ponta da barra é que nos levava para o menú da cor. Outras acções como convidar amigos, requerem que o jogador passe por 2 menús antes de conseguir ver então a lista de amigos. Aspeto dos menus com mais peso do que a funcionalidade.

Senti que só após ter a opção de jogar com outro javelin que não o Ranger é que o jogo se tornou realmente divertido. O Ranger é um javelin com um gameplay um pouco comum e que para além do ultimate pouco traz de diferente de um simples shooter. Aproveito também para referir que o recoil de algumas armas têm pouco impacto. As snipers sobretudo deram a sensação que eram um brinquedo, é que nem o som do tiro tinha impacto algum, não senti que estava a usar uma sniper.

O gameplay está sólido e bastante divertido, isto quando não estamos a recolher fragmentos para os entregar que é algo que acontece em demasia. Algo que poderia ser substítuído por mais puzzles (que existem) e mais complexos. Estratégia, comunicação e coordenação são alguns fatores de peso no gameplay que o tornam interessante. Os bosses são um desafio. Voar é extremamente divertido, mas o prazer que temos em voar é algo que rapidamente se torna banal. Nadar é quase impossível e muito frustrante. Os controlos estão desajeitados, parecem não responder bem, quase como se tivesse input lag ou se de repente ficássemos atordoados. 

Os gráficos são uma verdadeira pérola para os olhos. Sem dúvida deslumbrantes e muito chamativos, mas para ser sincero não me parece que estejam num ponto que outros jogos deste ano e do próximo não consigam alcançar. A banda sonora passa praticamente que despercebida. A única que realmente reparei foi no interior do Fort Tarsis. Uma música de fundo que faz com que pareça que estamos numa feira. No entanto existem outros pormenores como quando estamos perto de atingir o estado de overheat, que conseguimos ouvir o som dos jatos a mudar para algo um pouco agûdo e desagradável. O voice acting está muito bom e poderá ser indicativo de que a história será boa e profunda. Os sons dos tiros e das explosões também estão no ponto ideal, mas uma vez mais, nada que outros jogos já não tenham conseguido fazer.

 

Rafael "Gripe" Pereira


Fã de vídeo-jogos desde a infância. Prefere jogos de ação e RPG's e o seu amor pelos jogos aumenta quanto mais velho fica. Gosta de explorar o mundo dos jogos e partilhar as suas descobertas.