2019 May 15 / 10:09

Análise: Table Top Racing: World Tour - Nitro Edition

Houve uma fase na minha adolescência que andei viciado em Micromachines, e desde aí adoro joguinhos com mini-carros a correr em cenários que poderíamos eventualmente encontrar na nossa casa. Por vezes tenho surpresas agradáveis ou desagradáveis, mas o bom deste jogo é que não trouxe nenhuma surpresa, é somente um jogo consistentemente divertido para jogar… que mundo este em que até a qualidade surpreende.
Table Top Racing: World Tour – Nitro Edition já é um jogo antigo, apenas foi recentemente lançada a versão para Nintendo Switch, e um jogo de corridas como este fica lá a matar. Embora tenha imensos modos, é essencialmente um jogo de corridas e combate com carros em miniatura.
Graficamente bem conseguido, com cenários limpos, desenhados de forma a não precisarem de muito detalhe, algo que acaba por resultar bem. Cores vivas, tendencialmente garridas para manter o tom jovial e casual do jogo.
A banda sonora pode sofrer um bocado com o gosto pessoal, mas é constituída por músicas licenciadas, na minha opinião bastante bem escolhidas, rápidas e enérgicas, para nos incentivarem a fazermos mais uma corridinha.
Embora eu o tenha pedido pelo modo de combate, a verdade é que o jogo tem diversos modos, como o de volta mais rápida, perseguição, eliminação do último classificado de cada volta e, imagine-se, corrida tradicional. Na minha opinião apenas o modo em que a cada volta elimina o último classificado se aproxima do grau de diversão do modo de combate.
Presume-se então que o modo de combate seja especial? Sim. É realmente o modo em que todas as vertentes do jogo fazem sentido, pois tens de fazer um pouco de tudo ao mesmo tempo. Tens de ser um aceitável estratega para te manteres fora da mira dos adversários já que, por exemplo, se fores muito tempo à frente da corrida vais estar sempre debaixo de fogo, ou tens de manter uma arma útil consoante a posição em que estás, pois há armas que de nada te servem se fores em primeiro ou último, tens de conhecer as particularidades de cada pista para saberes que linha de condução deves seguir para perderes o mínimo de tempo possível e tens de saber quando atacar a liderança, pois o jogo sofre um bocado de rubber banding, e por muito bem que estejas a conduzir os teus adversários vão sempre ser mais rápidos que tu se estiveres em primeiro.
Usualmente este tipo de jogos disfarçam uma má experiência de condução debaixo de todas as outras divertidas mecânicas de jogo, contudo este jogo apresenta uma condução bastante satisfatória, com comportamento do carro previsível, e notoriamente diferente após aplicarmos os upgrades que podemos fazer. Se há reclamação a fazer é que por vezes parece que conseguimos passar a rasar um canto e acabamos por bater. Já vi repetições e não bato no ar, bato mesmo no cenário, mas dá sempre a impressão que vamos passar ao lado…
Podemos também comprar rodas com diferentes perks, ou pintar o carro com outras cores. Tudo isso custa dinheiro que ganhas ao completar as diferentes corridas, incentivando também a sua repetição para ganhar mais dinheiro. A somar a essas repetições opcionais, acabamos por repetir as mesmas pistas durante as diversas Taças, embora em configurações, áreas ou sentidos diferentes, o que ao fim de algumas horas cansa um bocado.
Tens diversas taças onde podes participar, cada uma com a sua dificuldade, sendo que convém ires comprando carros adequados a cada uma delas. Esses carros não são licenciados, embora seja bastante simples perceber quais os carros que tentam emular.
Progredimos dentro de cada uma das taças ficando nos 3 primeiros lugares de cada corrida, até chegarmos ao evento final.
Ainda me falta concluir o último evento e muitos eventos acessórios, mas não sei até que ponto continuarei a jogar o jogo depois de concluir tudo.
Em resumo, Table Top Racing: World Tour – Nitro Edition é um jogo muito divertido. Rápido e casual, pouco interessa se o jogas em handheld, docked, com joycons ou pro controler, terás sempre a tua diversão garantida. Um misto de revivalismo e mecânicas sólidas em mais uma versão para Switch que não decepcionará quem a adquirir.
 
  • Lançamento: 1 de Maio de 2019 (versão Switch)
  • Plataformas: PC/Xbox/PS4/Switch
  • Desenvolvedor: Playrise Digital Ltd.
  • Editora: Armor Playrise Digital Ltd.
  • Nota Pessoal: 7/10
  • Cópia para análise gentilmente cedida por Playrise Digital Ltd.
  • Jogo analisado na sua versão para Nintendo Switch