2019 Jul 09 / 12:00

Review: Crash Team Racing Nitro-Fueled

Num ano em que a nostalgia é o principal tema dos jogos Remaster e Remake, penso que este título foi o que realmente me mandou de volta aos tempos de criança em termos de divertimento e centenas de horas a jogar sozinho e com a família, deixar a consola ligada durante a noite para não perder progresso para no próximo dia continuar e acabar a campanha. Crash Team Racing foi dos meus primeiros jogos que pude experimentar para a Playstation 1 e foi daí que nasceu o meu gosto por jogos estilo Kart Racing, embora tenham todos a mesma base como já tinha mencionado na Review de Team Sonic Racing, existem mecânicas e outros estilos de contar uma história que diferem uns títulos dos outros.

Crash Team Racing Nitro-Fueled é um Remake do jogo para a Playstation 1 que saiu a 19 de outubro de 1999, desenvolvido pela Naughty Dog e publicado pela Sony.

Na minha opinião, Crash Team Racing foi sempre melhor que Mario Kart na altura em que saíram, obviamente um destes perdeu-se, e devido à quantidade de lançamentos e updates que Mario Kart teve ao longo dos anos e em diversas plataformas, este tornou-se no jogo mais popular no género Kart Racing.

A equipa que ficou com a missão de fazer este remake, teve um desafio extremamente complicado assim como Crash Bandicoot N. Sane Trilogy, a dificuldade de manter o jogo o mais original possível mas transportar esse conteúdo para as plataformas modernas não é tarefa fácil, e é importante mencionar os problemas que os títulos originais tinham, como bugs e exploits, são prioridade máxima para reparar no Remake.

Mas CTR é muito mais que um simples Remake, temos acesso completo a todas as pistas de Crash Nitro Kart que foi lançado em 2003, apesar de não existir o modo de aventura desse jogo, o que é um pouco desanimador. O total de pistas que estão disponíveis no lançamento são um total de 34, que é um valor bastante grande para digerir, mas sempre bem-vindo, 26 personagens (agora com muitas opções para customizar as personagens e respetivas viaturas), 7 modos de jogo, adicionando o modo Aventura e Online, este não será um jogo onde ninguém vai ficar aborrecido, especialmente se for jogado com amigos.

Perguntei a colegas e amigos que jogaram o original na PS1, se usavam aquele salto para cair da pista e ficar mais à frente na corrida e todos responderam que sim, fiquei triste por saber que eu não tinha sido a única criança a descobrir algo que me dava bastante vantagem nas corridas. Contudo, fiquei satisfeito por saber que todos esses problemas foram resolvidos no Remake, e sendo assim, a dificuldade acabou de subir uns degraus, especialmente em Bosses. Escusado será dizer que cada pequeno erro é instantaneamente tomado pelo jogo e num piscar de olhos estamos em último lugar com a mínima possibilidade de voltar à liderança, isto também é aplicado a corridas com Bosses. Implacável e frustração serão as palavras acertadas para falar de CTR, seja no original ou neste remake, o que me faz pensar que este título nunca foi apontado para os mais novos, pelo facto de o jogo ser bastante inflexível nos erros que cometemos e não deixar muito espaço de manobra para ganhar sem ter que reiniciar a corrida. Mas é nesta inflexibilidade que CTR se distingue de todos os outros jogos de Kart Racing, são as inúmeras tentativas para acabar em primeiro lugar. O que me não fazia largar o comando era o simples divertimento de ver todas as diferentes personagens e todas as pistas nas corridas e usar todas as mecânicas com os carros para ter mais velocidade, e é claramente óbvio que foi aqui que apareceu a minha veia competitiva para acabar todos os jogos, não querendo saber o quão difícil era, mesmo percebendo que ia levar meses, ainda assim continuava a tentar até conseguir acabar o jogo por completo.

Em termos de upgrades visuais e de som, é simplesmente outro nível, mantendo-se na base do original com os mesmos temas das pistas, melhorando para as plataformas modernas e adicionando alguns extras nos fundos de todos os circuitos que dão um toque bastante especial para todos os jogadores que tiveram a experiência há 20 anos atrás.

De todos os remakes que temos visto ao longo destes últimos anos, não sabia que queria tanto este título de volta até começar a jogar e relembrar o divertimento que tinha quando era mais novo, esse sentimento voltou e vai continuar a ficar na memória: o modo de aventura, os desafios de tempo, as corridas com bosses bastante frustrantes, as personagens, a música e todos os circuitos, um pedaço de história completamente renovado e a abarrotar de conteúdo para jogar sozinho e com amigos. Agora, só me falta tirar o chapéu e agradecer à equipa que conseguiu este remake excepcional.

 

  • Lançamento: 21 Junho de 2019
  • Plataformas: PS4, Nintendo Switch, Xbox ONE
  • Desenvolvedor: Beenox
  • Editora: Activision
  • Nota Pessoal: 9
  • Especiais agradecimentos à Platstation Portugal por ceder uma cópia para análise.

João "JLCfreitas" Freitas


Técnico de Redes e Sistemas, amante de jogos de terror e fanboy da Blizzard. Achievement Hunter de noite. Speedrunner de dia.