2019 Jul 24 / 23:09

Análise: Blazing Chrome

Blazing Chrome é uma cópia óbvia de Contra, com um ou outro elemento que me faz lembrar Metal Slug, e depois de o jogar agradeço à The Arcade Crew por ter ido buscar este género a alguma máquina de Pachinko feita pela Konami, já que o jogo é fenomenal.

Embora isto seja a minha imaginação a funcionar, a história de Blazing Chrome faz-me lembrar a do Extreminador Implacável, onde os humanos lutam com as máquinas pelo controlo da Terra, e estão a perder por muito.

Visualmente muito detalhado, estilo retro, com planos de fundo muito bem inseridos, o jogo também me cativou muito com a introdução de filtros capazes de alterar significativamente a imagem, algo que fui usando amiúde para tornar o jogo ainda mais retro. Isto meus senhores, foi uma excelente ideia.

Com algumas rockalhadas de grande intensidade, não será pela música que não vais gostar do jogo certamente. Cria ambiente e emprega a energia suficiente a cada nível.

Dentro do género destes shooters há algumas características transversais à maioria dos jogos, e Blazing Chrome não lhes foge, até as abraça como suas. Tens as diversas armas e power-ups para apanhar, morremos só com um hit, embora não percamos tudo mas apenas os itens que temos seleccionados na altura e veículos pilotáveis que aparecem em alguns níveis.

No meio disto tudo a característica que me parece mais interessante é o co-op local, mas o meu parceiro é o meu filhote, que ainda não tem destreza para jogos tão difíceis quanto este, e se este jogo é difícil... contudo o pouco que joguei pareceu-me ainda mais divertido que quando jogado sozinho.

Mesmo na dificuldade mais fácil a progressão é lenta e associada à memorização de cada nível. Mesmo assim não é um jogo inacessível, até acho que concedem muito a jogadores fracos como eu, com checkpoints generosos onde recomeçamos os níveis, e continues ilimitados sem penalização nenhuma a não ser a pontuação final. Como as mecânicas e inimigos vão sendo introduzidos de forma gradual, mesmo um mau jogador como eu vai progredindo com o avançar do jogo.

Durante o jogo podemos disparar em 8 direcções, rolar e saltar, mais uma vez, o habitual, e tens um golpe de luta corpo a corpo se o inimigo estiver muito perto, tal como acontece no Metal Slug.

Embora seja um jogo relativamente curto, tens personagens e modos para desbloquear, pelo que existe algum replay value aqui.

Em termos de problemas não tenho muito a apontar, mas notei que o jogo não gostava nada de iniciar em full screen, mesmo que fosse a opção escolhida, tive sempre de ir ao menu voltar a seleccionar para que ficasse o modo de visualização activo, e por uma vez fiz spawn num local de onde não consegui sair, mas isso só me aconteceu na vez que joguei com o meu filhote, nunca aconteceu  quando joguei sozinho, pelo que não sei se é um problema geral, ou só do co-op.

Assim estou seguro de dizer que tive em mãos um jogo fantástico, mais um que vem ocupar o espaço abandonado pela Konami, logo a seguir ao Bloodstained. Não inventa a pólvora, mas conjuga muito bem todas as mecânicas criando um jogo muito fluído e com pouco a apontar de negativo. Deu para notar a diferença geracional, dado que é um jogo que ocupa muito do espaço deixado em branco pela saudade e pela confabulação da nossa juventude. Foi uma experiência muito positiva que recomendo vivamente, pois nunca sabemos quando vamos voltar e ter um jogo como este.

  • Lançamento: 11 de Julho de 2019
  • Plataformas: Nintendo Switch/PC/Xbob ONE/PS4
  • Desenvolvedor: Joy Masher
  • Editora: The Arcade Crew
  • Nota Pessoal: 8,5/10
  • Analisado na versão para PC
  • Cópia para análise gentilmente cedida por The Arcade Crew