2019 Sep 24 / 14:14

Review: eFootball Pro Evolution Soccer 2020

Primeira confissão que devo fazer é que o último PES que realmente joguei “a sério” foi o PES 2008 que contém Cristiano Ronaldo e Michael Owen na capa do jogo. Penso que foi por essa altura que me aventurei noutros estilos de jogo que eventualmente permaneci desde então e deixei todos os títulos de desporto para trás.

Nunca deixando de ver os pequenos incrementos na batalha de simuladores de futebol, estes lançamentos anuais continuaram a melhorar bastante nestes 11 anos. Mas infelizmente esses esforços para fazer melhorias viraram-se para um outro caminho que realmente não “vê” o que o jogador quer, mas quem é que gasta mais dinheiro para ter licenças e exclusividades com equipas e ligas que lá no fundo não tem assim tanta diferença num ponto de vista geral. Talvez se usufruíssem desses recursos em melhorar as falhas do AI, talvez a nota saísse melhor, mais informação ao longo da review.

Portanto, as novidades que saltam logo à vista neste PES 2020, é a adição de “e Football” no título, é apenas um teste a ver se pega ou é algo para ficar? Seja qual for a resposta, os fãs irão manter o nome simples e rápido de “PES” e nada mais. Com este novo acrescentamento, também existem outras adições como já mencionei acima, exclusividade da equipa Italiana, Juventus , que como é obvio não se encontrará no título rival, FIFA 20, que sempre foi aquele monopólio da EA ao longo dos anos em termos de licenças, PES 2020 também irá conter a competição europeia EURO 2020, que irá decorrer no próximo ano, este conteúdo estará planeado para o segundo trimestre do próximo ano. Outras “pequenas” adições de exclusividade são os estádios, Old Trafford, Allianz Arena, Camp Nou, e assim por diante, a lista é extremamente grande.

 

Um dos modos que mais achei interessante é a Master League, apesar de ter pouca experiência, é bastante gratificante ter algo extremamente volátil nas mãos, cada decisão pode mudar o destino da equipa, uma chance a um novo jogador pode ter impacto nos fãs, é trabalhar em todas as frentes para o melhor resultado possível. Tenho familiares que se focam somente neste modo de jogo e nunca tocam no resto.

 

O Modo myClub que já existia em títulos anteriores, teve pequenas mudanças, em termos de visualização de estatísticas dos jogadores criando assim uma maior facilidade em gerir a própria equipa no terreno de jogo, myClub também está integrado num outro modo de jogo que é Matchday, uma nova adição deste ano que permite usar jogadores do myClub nos eventos semanais do Matchday.

Fiquei um pouco confuso com este novo modo Matchday, mas lá consegui entender o conceito e de como funciona. Todas as semanas irá haver um evento que irão coincidir com jogos de futebol reais, os jogadores têm de escolher uma equipa e jogar para terem os melhores resultados possíveis na fase de grupos para poderem ir à final, que irá ser transmitida dentro de jogo. É um conceito engraçado, mas tenho algumas dúvidas de como é que se aguentará ao longo do tempo.

 

O estilo de gameplay pouco ou nada mudou desde as minhas últimas experiências, óbvio que existiram boas mudanças na forma como se marca livres, como damos toques ao receber a bola num passe longo, mudanças de formação, mas também criaram outros problemas que até eu fiquei a coçar a cabeça. Passes simples a serem mal recebidos quando o jogador está literalmente a cinco passos de distância de outro?  Força de remates e centros são aleatórios, é o jogo que decide mesmo sendo eu a carregar no botão mais ou menos tempo? Penso que é melhor nem falar das faltas e no nervosismo do árbitro ao marcar faltas/dar cartão quando apenas se faz pressão num AI qualquer. Estes problemas não são consistentes, mas quando acontecem tornam o jogo um bocado constrangedor porque o AI ignorou o registo de um passe feito para ele ou mandou a bola para o lado contrário em que apontámos. Não sei até que ponto é que estes pequenos detalhes foram analisados no tempo de desenvolvimento, será que estavam mais preocupados em ter as exclusividades para mostrar à competição que tem mais dinheiro? Isso para mim não me diz absolutamente nada, tanto que quando jogava PES 2008 nem tinha as minhas equipas preferidas e tive que instalar um pack criado pela comunidade para as ter.

Apesar destes arrufos com o AI, tenho a certeza que a Konami irá lançar um update para lidar com as situações infelizes que os jogadores estão a passar, quando isso acontecer, temos um título bastante sólido que consegue competir com o rival, visuais consistentes , modelos dos jogadores são bastante bons, os estádios são de tirar a respiração e o mais importante, as mecânicas são decentes (quando funcionam).

Para o veredito final, se gostam de futebol e querem pagar aquele preço astronómico de algo que sai todos os anos e muda pouco ou muito pouco, por mim é um sim! Se forem como eu, que deixou todos os jogos de desporto porque não gosto dos modelos de negócio que as produtoras estão a fazer em termos de “Live Service” e microtransações, deixem-se estar assim que não vão perder muito.

 

 

  • Lançamento: 10 de Setembro de 2019
  • Plataformas: PC/Xbox One/PS4
  • Desenvolvedor: Konami
  • Editora: Konami
  • Nota Pessoal: 7/10
  • Analisado na versão para PS4.
  • Cópia para análise gentilmente cedida por Ecoplay.

João "JLCfreitas" Freitas


Técnico de Redes e Sistemas, amante de jogos de terror e fanboy da Blizzard. Achievement Hunter de noite. Speedrunner de dia.