2019 Nov 01 / 00:57

Análise: Ghostbusters: The Videogame Remastered

Eu e o meu filhote somos fãs dos Caça Fantasmas, mas apenas dos filmes e elenco originais. Mal surgiu a oportunidade de pedir o jogo não hesitei, pensando eu que era uma oportunidade a não perder de jogarmos juntos, e termos também os nossos personagens favoritos no jogo. Mais uma vez, tive o problema de contar com o ovo no cu da galinha…

Ghostbusters: The Videogame Remastered é, tal como o nome indica, um remaster do jogo que saiu há 10 anos. Um third person shooter que reúne o elenco original dos filmes, numa história que também foi escrita por Dan Ackroyd e Harold Ramis, os escritores dos filmes, e desvenda o que sempre pensei ser a ponta do véu dum terceiro filme da franquia que, infelizmente, nunca chegou a ser produzido.

Joguei o jogo na versão para Switch e gostei do upgrade gráfico. O jogo em si está bastante detalhado e acaba por ser bastante atmosférico, especialmente em handheld, mas a cinemática não parece ter sido mexida e cheira muito a velho, algo muito mais perceptível quando temos a consola no modo docked. Gostei bastante também de algumas das transições dos fantasmas. Chamo transições aos momentos que desapareciam através dos cenários ou em pleno ar, estavam bem conseguidas.

A nível sonoro mantém a nostalgia de reproduzir praticamente todos os sons originais dos filmes. Voice acting imaculado, com todos os actores a realizarem um excelente trabalho, emprestando visivelmente as suas personalidades do filme aos bonecos do jogo. Para os amantes do filme este jogo é mesmo um tesouro.

Jogamos como um novato na equipa. Equipam-nos com a famosa arma de protões e lançam-nos directamente para a acção. O jogo é relativamente simples. Inicialmente apenas temos de disparar o nosso raio de protões de forma a enfraquecer os fantasmas antes de os conseguirmos “agarrar” e aprisionar nas armadilhas. Com o tempo vamos desbloqueando mais formas para enfraquecer os fantasmas, sendo que algumas são específicas para determinadas situações. Sempre que possível usei o raio de protões, pois foi o que me deu maior satisfação a usar. Tal como aparenta ser no filme, qualquer um dos raios não parece ser muito preciso, contudo a arma de protões também é capaz de disparar tiros como se de uma arma convencional se tratasse, e esses funcionam de forma mais directa. Mesmo os próprios inimigos são diferentes entre si, alguns não precisam de ser capturados mas apenas derrotados, e alguns dos fantasmas têm camadas de “armadura” que precisam de ser destruídas antes de começarmos a retirar “vida” ao fantasma em si.

Quando não estás a disparar usas o par de Óculos de Ectoplasma e o detector de PKE, que te permite detectar fantasmas e adicioná-los aos nossos registos. Também é capaz de detectar objectos colecionáveis que te dão dinheiro.

O dinheiro serve para comprarmos upgrades para a nossa arma de protões Não vi que servisse para mais nada.

Acho também importante referir a grande quantidade de locais e fantasmas emblemáticos da franquia que aparecem neste jogo.

Uma enorme decepção foi não permitir que a campanha dê para jogar a 2 como o jogo original, já que era exactamente isso que mais me atraía no jogo, e assim tive de jogar à vez com o pequenote.

Continuo a achar que este é o melhor jogo da franquia Caça Fantasmas. Já tem 10 anos é certo, mas é o único que consegue capturar todo o ambiente envolvente aos filmes. Como bónus sempre deixou a ideia que representava um pouco uma sequela dos filmes originais, algo que agora parece impossível de ser feito. É um jogo antigo com uma cara lavada, e parece mesmo um jogo antigo com a cara lavada. Embora a qualidade gráfica pareça um pouco mais baixa que nas outras consolas, a possibilidade de jogarmos em qualquer lado faz-me crer que é a melhor plataforma para o jogares. Provavelmente sem o efeito nostálgico, e considerando a falta de co-op, é um jogo engraçado de cerca de 12h, sempre em corredor. Gostei dele, mas esperava um pouco mais.

  • Lançamento: 4 de Outubro de 2019
  • Plataformas: PC/Xbox One/PS4/Nintendo Switch
  • Desenvolvedor: Mad Dog
  • Editora: Saber Interactive
  • Nota Pessoal: 7,5/10
  • Analisado na versão para Nintendo Switch
  • Cópia para análise gentilmente cedida por Saber Interactive.